Publicado por: lesbianornot | Fevereiro 6, 2009

Auras

Só para que fiquem sabendo, fui criada no espírito da ciência, do método científico, e considero-me uma mente muito racional, muito dedutiva, muito céptica…mas….
Bem, não posso ignorar o que presencio e vivo, por mais que saiba que nós somos uma máquina biológica regida por impulsos eléctricos, por sinais electroquímicos e, por conseguinte, também susceptíveis a “curtos-circuitos”.

Assim seja.

Sujeitando-me sempre à descrença de quem lê, quero aqui relatar uma experiência que vivi, faz alguns anos, na UP.
Eu tinha aulas com um professor ainda novo mas já bastante famoso, para quem me custava imenso olhar. Ainda para mais, era costume ele dar as aulas sentado estáticamente na cadeira, diante da secretária, e por isso tornava-se ainda mais difícil, já que não havia a possibilidade de deambular muito o olhar.
Era uma pessoa aparentemente saudável, mas na envolvência do mesmo pairava uma aura que me provocava muito mau estar. Eu tenho fobia a superfícies irregulares (como muitas pedrinhas juntas, mexilhões aglomerados, ou outras superfícies do género), e olhar para a aura que dele emanava, dava-me esse mau estar equivalente, porque o seu efeito era como uma composição de losangos de luz irregular, cintilantes…não sei bem como descrever.
Sentia que ele ia morrer, que se tinha que tratar, senão, seria esse o desfecho. Queria dizer-lhe isso. Mas como? Por quem ele me tomaria? Por uma maluquinha, concerteza. Optei por me calar.
Passado pouco tempo, ele adoeceu e morreu em breve…

Esta aura foi literal e não é equivalente à aura que nós emanamos quando estamos felizes ou quando amamos. Não é nada de parecido com a aura que vemos nos outros que nos fascinam🙂

E tomara não a ver muitas mais vezes. Infelizmente, esta foi a primeira e outras se seguiram. Não quis acreditar. Numa, as coisas compuseram-se, avisei, insisti: vá ao médico; noutra não, julguei que a “impressão” seria derivada da magreza supostamente derivada duma dieta…

Outras vezes olho e parece que sinto de cheirar, tal é a “viscelaridade” da coisa, o mal.

Uma vez vi um homem ao longe e arrepiei-me. Não vi aura nem nada, mas senti o perigo. O meu cão, que é um bobo bonzinho, pela primeira vez teve também uma reacção adversa à presença daquele homem….

Sabemos coisas que nem sabemos como, isso é que é!
E já foram tantas as experiências que vêm, sem aviso, ter comigo…


Responses

  1. Olá amiga, não consegui passar sem te deixar aqui uma mensagem.
    Já nos encontramos por várias vezes, desde a primeira vez que me sinto bem junto de ti, depois deste texto que li com alguma atenção, deixo-te aqui uma pergunta.O que sentes quando estamos perto uma da outra?
    Bjs e aguardo tua resposta.

  2. Como te posso responder? Se é em relação a se sinto algo semelhante à experiência que aqui relatei, como hás-de compreender, caso sucedesse, nunca te poderia dizer.
    Sinto, acima de tudo, que estás num impasse e que tens que resolver sair dele.
    Beijos


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