Publicado por: lesbianornot | Dezembro 25, 2008

2008

Há muito tempo que reflicto para mim aspectos sobre a vida e sobre a economia, mas depois falta-me a força anímica para cá depositar os meus pensamentos, talvez demasiadamente rápidos para assumirem a forma de escrita.

Sei que vivemos tempos HISTÓRICOS e este ano que agora finda, de 2008, será recordado  como um marco de mudanças que marcaram o TEMPO.

É difícil, de cabeça, fazer aqui o ponto da situação, mas lembro-me da escassez de alimentos, principalmente dos cereais, devido a uma série de conjunturas – desde a destruição de colheitas em grandes países produtores, causada por catástrofes naturais, até ao aumento da procura por sua utilização como  matéria prima fonte de combustível.

Lembro-me da consciência colectiva quanto ao perigo real representado pelas alterações climáticas.

Lembro-me da eleição de Obama, o primeiro presidente negro dos EUA que motivou a união de um povo desmotivado contra Bush, esse Presidente caricato que mudou a face do mundo e o colocou contra a América.

Lembro-me do conjunto de catástrofes naturais que assolaram o planeta, principalmente dos tufões que dia a dia vão mostrando a sua face destruidora, das inundações e secas cada vez mais extremas e frequentes.

Lembro-me da grande crise económica, que descridibilizou a confiança das pessoas na solidez do sistema financeiro e fez com que palavras de ordem, como  não interferência, livre concorrência e livre mercado, parecessem ridículas diante das medidas que os Estados tiveram que tomar para minimizar os danos (ainda está para perceber se os danos do capital ou os danos dos contribuintes).

Lembro-me dos Jogos Olímpicos de Pequim que revelaram ao mundo a nova face do China e relembraram à Europa e aos EUA que uma nova ordem mundial está em marcha.

Lembro-me da convulsão social na Grécia, percursora da revolta da geração dos 500 euros que está para vir e que, em conjunto com a descridibilização do sistema financeiro mundial (global), representa um dos rastilhos que atearão o século XXI.

Lembro-me do “io-io” do preço do petróleo, ora acima dos 100 doláres ora a menos de metade do preço. Lembro-me que a era do liberalismo económico foi também marcado pela OPEP, talvez o maior Cartel autorizado, capaz de manipular, pela pura especulação, o preço do bem responsável pela “explosividade” da sociedade de consumo do século XX.

Lembro-me da Conferência de Imprensa da Nasa, em que esta revela o facto do Sol apresentar uma baixíssima actividade – o que pode querer dizer que em vez do calor abrasador resultante do efeito de estufa, poderemos ter que encarar uma nova idade do gelo.


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