Publicado por: lesbianornot | Setembro 15, 2008

Premonições ou avisos

Vou contar, uma história inusitada, daquelas histórias não propriamente fantásticas, mas que apelam ao lado do sobrenatural.
Julgo que sim, que esta história é estranhíssima e um pouco incompreensível. Talvez a primeira que me sucedeu, que me recorde.
Andava eu a frequentar um curso ao fim do dia, ainda estudante no Porto, e esse curso, de Direcção de Obras, terminava por volta das 21.30h, se a memória não me falha. Era Inverno e tinha que ir a pé para casa, percorrendo a Rua de Cedofeita, Rua Alvares Cabral, Praça da República e finalmente Rua de S. Brás. Pelo meio, passava mesmo ao lado do cemitério.
Não, não tem nada a ver com cemitérios🙂.Naquele dia, logo ao sair para a Rua, pressenti que ia ser atacada. Lembro-me de ir todo o caminho a dizer, é hoje, é hoje. Esperava a qualquer momento…
Então, uma vez chegada à esquina do Quartel da GNR localizado na Praça da República, deparei-me com um homem no lado oposto da praça, ainda longe. Havia uma casa com um jardim à volta e ele estava no passeio defronte dessa casa, parado.
Pensei: é este.
Mas tive que continuar a andar, não é? Que podemos fazer? Parar por causa de um pressentimento? E aliás tinha que ir para casa, certo?
Fui andando até que, quando me aproximei dele, ele se deslocou para o mesmo passeio, mas colocando-se à minha frente. Isto passou-se já junto à Igreja, no caminho do cemitério. Não, não acho que a Igreja tenha algo a ver🙂, nem o cemitério!
Nesse momento pensei para comigo: se ele quisesse me atacar iria para trás de mim, pode ser que não seja nada.
Só que ele andava muito devagar e eu sou “valente” e não podia deixar de prosseguir. Pelo sim pelo não, mudei a pasta pesada de livros, para a mão direita, já que sou extremamente destra, e pensei cá para comigo: se tentares qualquer coisa, levas com a pasta!
No exacto momento em que lhe passo à frente, e fico a par e par, ele coloca-me a mão num sítio impróprio, e eu, como já estava de sobreaviso, Pimba!, levou com a pasta na cara. Mal me volto para ele, o homem já estava com uma navalha, faca, sei lá, virada para mim.
Silêncio…

Olhei para ele com uma calma enorme, como se estivesse a ver em câmara lenta e, calmamente e friamente, mirei-o de alto a baixo, como se estivesse a observar uma coisinha sem importância, uma mosca, um ser abjecto. Fiz ainda um trejeito de profundo desprezo.
Virei as costas e continuei a andar calmamente…

Bem, para encurtar, passado exactamente uma semana, no mesmo sítio, vi-o a apertar o pescoço a uma rapariga. Safou-se porque uma velhota começou a gritar quando viu a cena. Foi um indivíduo que vi mais vezes ali junto à Rua dos Bragas, sempre acompanhado por prostitutas…
Esta história passou-se no Inverno de 1992.
Sinto um lado negro ao contar isto…BRRRRR e por coincidência este foi o ano em que estriparam algumas prostitutas em Lisboa…
 

 


Responses

  1. ñ gostei eu achei ridicula.

    • Que giro, achar ridículo uma historia verdadeira.Deves gostar de ser do contra, certo?


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