Publicado por: lesbianornot | Setembro 9, 2008

Conto I

No quarto soprava uma breve brisa que enfunava as cortinas brancas despidas e a luz coada pelas portadas venezianas, compunha uma miríade de sombras, projectadas e ampliadas nos espaços despojados do quarto.

Teresa continuava dormente, o seu corpo quente exalava um leve odor a suor salgado.

 

Cristina deteve-se sobre as pernas inertes, agora ligeiramente mais magras, depostas rígidas sobre a cama, e tocou-lhes ao de leve.

Estranhamente, Teresa agitou-se nesse preciso momento.

A sua boca movia-se como se estivesse a dar um beijo, imaginou Cristina. Os seus seios continuavam rijos e desejáveis. Aí gostava Cristina de lhe tocar e, aproveitando a letargia de seu sono, deslizou a sua mão, lentamente, até estas se depararem nos mamilos rijos e estáticos. O desejo cresceu dentro de si e Teresa suscitou-lhe uma ternura imensa mesclada de dó, desejo bruto e raiva.

 

Parou a carícia nos seios e tocou ao de leve os cabelos levemente desalinhados de Teresa, desejando, à distância, possuir os seus lábios férteis.

 

Teresa parecia não se importar, ou porque não tinha consciência do que se passava, ou porque finalmente, repousara da sua agitação feita de revolta. Os motivos eram irrelevantes, era imperioso não perder esta oportunidade de a sentir de novo sua – pensou Cristina.

 

A sua língua ardia de ânsia. Aproximou o seu rosto de Teresa, sentindo-lhe o respirar rápido. Não a beijou logo, como desejava. Percorreu-lhe o pescoço longo, de língua em riste, até lhe morder, em dentadinhas curtas, o lóbulo da orelha, o que causou o desvio do rosto de Teresa.

Por repulsa ou pelo arrepio do prazer? – questionou-se Cristina.

 

Olhou Teresa nos olhos mas estes continuavam cerrados, pelo que, acalmando, a beijou aí ao de leve, primeiro num, depois no outro. Sentiu-os tremer ligeiramente e decidiu-se a beijar-lhe os lábios. Perdeu-se aí longo tempo – Teresa retribuiu-lhe e entregou-lhe a língua molhada num jogo de empurra cada vez mais alucinante. Exausta daquele jogo, soltou-lhe os seios sorvendo-os como se tivesse voltado a ser um bebé. Repousou daquela agitação, até restar somente uma paz indizível. Teresa agiu finalmente, parando as suas mãos quentes de mel no cabelo de sua amante e, puxando-o com firmeza para trás, lançou um olhar de náufraga pedindo por vida.

 

Cristina puxou as cuequinhas de Teresa, abriu-lhe as pernas com violência e lambeu-lhe o sexo como se de uma ferida se tratasse. Ela era o seu cachorrinho tratando de curar a sua dona, pelo que continuou num movimento rítmico incessante até que a sua língua ficou seca como o sexo de Teresa. Estava exausta.


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