Publicado por: lesbianornot | Setembro 8, 2008

Não, não é cansaço…(Álvaro de Campos) e eu própria

Não, não é cansaço…
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar.
É um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo…
Não, cansaço não é…
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Álvaro de Campos
No tempo do silêncio (Eu própria)

No vértice da palma, onde brota o meu sangue
e se escoa o meu ego
bailados ensaiados, ritos esboçados e
suspensas no ar as minhas ilusões.
Entre o sonho e a minha mente
interpõem-se as paredes concretas
das minhas imposições.
Não querendo nada por tudo querer
e encontrando desordem na sede de ter.
Enlevo de te ver e agudos estremeceres
de imaginar eu, tu e o querer,
o ciclo completo da mente.
Sinto já a tontura do desgaste
de sombras e aparições em formas transformar.
Saturadas se escoam e se perdem as origens…
B 92 (eu mesma)

 

 

 


Responses

  1. Caramba, moça! Tu és uma caixinha de surpresas. Que mais sabes fazer além de escreveres assim com essa intensidade e melodia? conta-me lá😉


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