Publicado por: lesbianornot | Agosto 21, 2008

Relações nos dias de hoje

Os dois “posts” anteriores, levam-me inevitavelmente às seguintes reflexões.

Numa relação a dois, têm maior probabilidade de sucesso as que se caracterizam pelo facto dos dois elementos comungarem uma boa afinidade intelectual. Mas nestas coisas de atracções somos burras, e nem tão pouco nos conseguimos manter fieis aquele “tipo” de mulheres que julgamos constituirem o nosso protótipo ou fenótipo🙂, no campo da mera atracção física.

Estou convicta que as hormonas nos dão a volta🙂

Mas para manter uma relação a longo termo, é essencial não só ter muita atracção física pela outra pessoa, mas, acima de tudo, comungar de uma afinidade intelectual profunda.

Sabe-se o caminho das hormonas: descendente😦 e só o ingrediente da amizade, alicercado numa base intelectual comum, pode dar os condimentos necessários para ultrapassar uma vida em conjunto. Confere as bases para o respeito, o carinho, a tolerância.

Se só existir a paixão, ela vai consumir-se como fogo de um fósforo.

De qualquer forma, julgo que caminhamos no sentido das pessoas manterem uma relação equilibrada em casas separadas, porque, inevitavelmente à medida que o tempo decorre, acentua-se a individualidade na relação e uma boa forma de evitar muitos dos desgastes que ocorrem com a partilha total (de bens, espaço, realidade), é manter uma saudável relação de proximidade/afastamento.

A entrevista ao psicoterapeuta brasileiro Flávio Gikovate, na Sábado (n.º225), veícula também algumas destas ideias.

Perde-se também, é certo. Eu que já vivi um casamento pleno, sei que se cria um vínculo muito forte mas também se criam dependências pelos motivos errados.

Um aspecto que, à partida, é essencial: a fidelidade.

As pessoas com tendência para trair revelam, por regra, uma personalidade mais egoísta e imatura – têm dificuldade em se darem.

Porque quando se faz um voto de fidelidade, a pessoa faz um esforço; compromete-se com o outro – entrega a sua ALMA.

Qualquer alteração a esta premissa deve obter o acordo das duas – infelizmente, pelo que observei, em casais muito liberais, a aceitação da traição conduz, mais tarde ou mais cedo, à ruptura. Mas nada é impossível e a comprová-lo estão aí também os inúmeros exemplos contrários…


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