Publicado por: lesbianornot | Agosto 16, 2008

De vez em quando

O Paulo Coelho escreveu a “Convenção dos feridos por amor“. Vale a pena ler. Ela aparece naqueles e-mails que dão a volta ao mundo. No fundo conclui que ninguém se pode queixar por sofrer porque faz parte do jogo, etc, etc. Se a encontrar novamente coloco-a aqui.

A dor que a perda de um amor causa, pode-nos levar a sentir: não quero amar mais, mas é um erro. Normalmente essa dor passa e nos torna mais fortes – a primeira costuma ser a pior e com o tempo aprendemos que nos tornámos efectivamente mais fortes e em pouco tempo começamos a sonhar com a próxima vez.

Bem, mas não se deixar amar é um erro ainda maior.

Mas amar exige algo ainda mais difícil – cuidar do amor, e isso é o verdadeiro desafio. Acima de tudo, nem sempre podemos ser só EU, o que é extremamente difícil e por isso quando se confrontam as realidades vividas por cada um, invariavelmente elas contam duas histórias completamente distintas.

Depois, ninguém em seu perfeito juízo consegue abdicar de si por muito tempo, por isso é importante que as expectativas sejam baixas e não se pense em tornar realidade aquele Amor tipo Romeu e Julieta, porque esse vai trazer sofrimento no fim e não vivemos mais no tempo dos contos de fadas. Nem se deve esperar que a outra pessoa deixe de ser ela mesma, por isso não adianta querer mudar. Nem tão pouco é saudável que o outro viva exclusivamente centrado em nós, nem nós nelA.

Mas o respeito, o carinho, o extremo cuidado no trato, desde a profusão de carinhos, a pequenos apontamentos de atenção (dar um mimo como o pequeno almoço na cama, comprar, de surpresa, os bilhetes para “aquele” espectáculo, etc), conversar sobre tudo para não deixar rancores para trás, são aspectos essenciais que importa não descurar  e com os quais tenho que conversar😦, numa conversa muito téte à téte, a ver se passo da TEORIA À PRÁTICA.

Cuide bem do seu amor.

Quem vê o amor com pragmatismo, do género amor PRAGMA que vem do Grego: “por ser prático, racional, normalmente quem ama assim, faz uma análise fria do parceiro  só então decide se o elege. Esses sofrem menos. Numa traição, por exemplo, doi-lhe mais a dignidade ofendida, o não reconhecimento de si mesmo por parte do outro, que a alma”

Eu acho que talvez uma pessoa assim sofra menos, mas em ultima instância vive menos e verdadeiramente essa pessoa não amou, essa pessoa se amou.


Responses

  1. Sincerely, I totally can relate to your pain… Hard to cope with being left alone like this. Others are very foolish indeed to do such things… Good luck girl!

  2. Thanks, darling – you understand me😉

  3. posssa nesta ultima parte revejo meee… quando pergunta o que doi mais.. é a falta dela da sua presensa fisica ou da rapida mudança em ter outra… pois e eu tb me pergunto o mesmo… o que me faz sentir uma raiva enormee.. alias nao sei se sera raiva poderao ser ciumes de quer seu eu a outra de querer seer eu e estar a viver o que ela esta a viver agora ser eu a realizar os seus sonhos…. mas amiga temos que ser fortes… a ponto de ultrapassar isto senao.. nao vivemos a vida…

  4. Já estamos a viver a vida, pois encarar tudo, faz parte. Mexer na coisa, faz parte, só que tudo tem um tempo – o tempo de cura não deve permanecer por muito ou a nossa sobrevivência pode estar em risco.


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