Publicado por: lesbianornot | Agosto 15, 2008

Alma

 

Dói-me a alma

O corpo tenso grita

Está preso

 

Quero descansar

Quero esquecer a 100 à hora

 

Apagar noutro corpo

O sal

 

Mas mói-me a alma

Pouso

 

Descanso em mim.

No meu cansaço da vida.

 

Paro?

 

Não paro esta prisão.

 

Sou canibal de mim

A querer voltar atrás

Mas o tempo não para.

 

Teus gritos

Tua entrega nas minhas mãos

São achas

 

Sou canibal de mim. Ai meu corpo….

 

15-08-2008 (eu mesma)


Responses

  1. Lindo…

  2. Obrigada🙂 só é pena implicar a dor e a frustração do que não se tem – incluindo a pessoa e a posse versus entrega , de a ter nos meus braços.


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