Publicado por: lesbianornot | Janeiro 19, 2009

A atracção da pirâmide

Assunto: Sobre os gestores e o esquema da pirâmide.

 

Afinal, este malfadado esquema que tanto nos tem surpreendido, é tão antigo quanto a civilização humana, porque vai a par com a ganância.

 

Em Portugal, fomos surpreendidos, há muitos anos, com a Dona Branca. Também, mais recentemente, veio a público o esquema dos “selos”, através da empresa Afinsa.

 

Agora, o ex-Presidente da Nasdaq, um dos índices bolsistas que gere as vidas dos fanáticos do grande casino onde se jogam as nossas vidas e as economias dos Estados, Bernard Madoff, provocou uma avalanche de pirâmides, com consequências pelo mundo fora. A razão é simples: neste mundo onde a globalização tomou terreno, tudo se encontra interligado e como já pudemos constatar, pelas piores razões: não só no campo financeiro mas também no que diz respeito a questões ambientais com consequências graves, ou na propagação de grandes epidemias. Este é um assunto sobre o qual  me pronunciarei a seu tempo.

Madoff pagava o retorno dos investimentos com o dinheiro aplicado pelos clientes novos. O rendimento máximo dos investimentos só era, efectivamente, realizado  aquando do resgate dos depósitos. Quando a crise eclodiu e com o inevitável pânico dos depositantes, Maddoff viu-se sem capital para fazer face a esses saques súbitos e numerosos.

Esta quantidade de dinheiro a circular, assente em activos não divulgados e, provavelmente inexistentes (parece que nada interessa senão o rendimento sobre o investimento realizado) leva a que seja quase impossível rastrear o dinheiro nesta economia global, já apelidada de “grande casino”. 

Assim, e como se de um dominó gigantesco se tratasse, atrás deste caso, têm aparecido, sucessivamente, outros. Este esquema foi, durante demasiado tempo, a arma secreta que muitos brandiram para se intitularem como profissionais de gabarito, “gestores” de sucesso. Estes gestores de fundos e a forma como esta economia especulativa se organiza, lembram pragas de gafanhotos: onde chegam, comem tudo deixando, atrás de si, um rasto desastroso, prosseguindo na sua senda de destruição de colheita em colheita até á aniquilação total.

Para o pequeno aforrador, indiferente aos meandros da especulação financeira, não é perceptível o uso que estes “gafanhotos” da gestão fazem do seu dinheiro, aplicado em depósitos a prazo ou investimentos de risco. Em última análise, estes pequenos investimentos, podem contribuir para situações de desemprego destes mesmos pequenos aforradores por força de malabarismos financeiros ruinosos.

É fácil imaginar o cenário através do qual,  um gestor de fundos sob a capa de anonimato muito conveniente, se apodera das acções de uma empresa visando a obtenção do máximo de rendimento no mais curto espaço de tempo. Sabe-se que a massa salarial representa um custo fixo muito elevado e, a maior parte das vezes, incomportável perante cenários de deslocalização mais apelativos, onde se pode ir “pescar” mão-de-obra mais barata ou exigências ambientais menos zelosas. Assim, recorre-se ao despedimento. Deste modo, quem depositou as suas poupanças, talvez na perspectiva de melhorar um pouco os seus parcos rendimentos, vê-se vítima da sua própria ambição, sem se aperceber do processo que, em parte, despoletou.

Este é o mundo que construímos.  Em termos de gestão empresarial, é forçoso passar a equacionar as consequências de pautar os objectivos empresariais, com base em processos de “benchmarking”. 

Na verdade e escondidos com um “rabo que começa a ficar de fora”, é aqui que residem as estratégias de mercado que estão no cerne da destruição do modelo social europeu.

 

Publicado por: lesbianornot | Dezembro 27, 2008

Passado = culpa

Quis o destino me colocar novamente em contacto com o meu passado, mas nem sempre ele é bem-vindo.  Comecei a vivência  da minha sexualidade nas piores cirunstâncias – a vive-lo em bas-fond. Sexo em pensões rascas, procura ocasional em “discotecas” horríveis e relações sem amor, ou seja, um conjunto de circunstâncias que me fizeram entrar num ciclo de culpabilização recorrente.

É um passado que não quero recordar, independentemente da bondade intrínseca das pessoas que o rodearam.

Publicado por: lesbianornot | Dezembro 26, 2008

Papi ohh circles are good

Publicado por: lesbianornot | Dezembro 25, 2008

ai o cio :)

Publicado por: lesbianornot | Dezembro 25, 2008

2008

Há muito tempo que reflicto para mim aspectos sobre a vida e sobre a economia, mas depois falta-me a força anímica para cá depositar os meus pensamentos, talvez demasiadamente rápidos para assumirem a forma de escrita.

Sei que vivemos tempos HISTÓRICOS e este ano que agora finda, de 2008, será recordado  como um marco de mudanças que marcaram o TEMPO.

É difícil, de cabeça, fazer aqui o ponto da situação, mas lembro-me da escassez de alimentos, principalmente dos cereais, devido a uma série de conjunturas – desde a destruição de colheitas em grandes países produtores, causada por catástrofes naturais, até ao aumento da procura por sua utilização como  matéria prima fonte de combustível.

Lembro-me da consciência colectiva quanto ao perigo real representado pelas alterações climáticas.

Lembro-me da eleição de Obama, o primeiro presidente negro dos EUA que motivou a união de um povo desmotivado contra Bush, esse Presidente caricato que mudou a face do mundo e o colocou contra a América.

Lembro-me do conjunto de catástrofes naturais que assolaram o planeta, principalmente dos tufões que dia a dia vão mostrando a sua face destruidora, das inundações e secas cada vez mais extremas e frequentes.

Lembro-me da grande crise económica, que descridibilizou a confiança das pessoas na solidez do sistema financeiro e fez com que palavras de ordem, como  não interferência, livre concorrência e livre mercado, parecessem ridículas diante das medidas que os Estados tiveram que tomar para minimizar os danos (ainda está para perceber se os danos do capital ou os danos dos contribuintes).

Lembro-me dos Jogos Olímpicos de Pequim que revelaram ao mundo a nova face do China e relembraram à Europa e aos EUA que uma nova ordem mundial está em marcha.

Lembro-me da convulsão social na Grécia, percursora da revolta da geração dos 500 euros que está para vir e que, em conjunto com a descridibilização do sistema financeiro mundial (global), representa um dos rastilhos que atearão o século XXI.

Lembro-me do “io-io” do preço do petróleo, ora acima dos 100 doláres ora a menos de metade do preço. Lembro-me que a era do liberalismo económico foi também marcado pela OPEP, talvez o maior Cartel autorizado, capaz de manipular, pela pura especulação, o preço do bem responsável pela “explosividade” da sociedade de consumo do século XX.

Lembro-me da Conferência de Imprensa da Nasa, em que esta revela o facto do Sol apresentar uma baixíssima actividade – o que pode querer dizer que em vez do calor abrasador resultante do efeito de estufa, poderemos ter que encarar uma nova idade do gelo.

Publicado por: lesbianornot | Dezembro 6, 2008

Ser mãe em sociedade

Por vezes pergunto-me do porquê da resistência mental de muita gente à “normalização” das relações homossexuais e à negação dos nossos direitos de procriação e apercebo-me que, a partir do momento em que fui mãe, a minha vida, como a de qualquer outra mulher, se alterou significativamente, mas a minha vida, como lésbica e como outsider e pessoa que se auto-exclui porque se sabe diferente, e se auto-exclui porque não se abre, ou não se quer abrir, se alterou radicalmente no sentido de uma maior inserção no mundo dito normal. Porque uma mãe, tem acesso a multiplas situações do dia a dia que lhe abrem o mundo………

E isto pode acabar com a prisão onde nos querem colocar, talvez para de seguida nos acusarem de vivermos em guetos :(

Percebem?

Publicado por: lesbianornot | Dezembro 2, 2008

Sugiro a leitura do blog

O último post é deveras interessante…recomendo :)

http://sexualidadesnofeminino.blogspot.com/

Publicado por: lesbianornot | Dezembro 1, 2008

ufff

http://br.youtube.com/watch?v=FQpMv_on2NY

Ainda são as mulheres que me põem a sonhar :)

Publicado por: lesbianornot | Novembro 29, 2008

Magnífico!

Publicado por: lesbianornot | Novembro 29, 2008

Há 650 mil anos que não há tanto CO2 na atmosfera

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