O amor é maravilhoso e todas ansiamos por o sentir. Tantas vezes assumimos uma ânsia tão grande de o experimentar, que conjecturamos, vemos, imaginamos, projectamos na outra, essa figura tantas vezes romanceada.
Lembro-me que os momentos mais significativos, em termos de recordações, que tenho sobre a minha companheira mais duradoura, são os da primeira impressão. Começamos logo a viver juntas e eu mudei de emprego e de casa e até de cidade! Todo este tempo fiquei com a ideia que a verdadeira pessoa era aquela da primeira impressão e aguardei longos anos que “essa” pessoa se revelasse novamente.
Esperei muitos anos e a frustração só foi aumentando, assim como a distância em relação à imagem que criei dentro de mim, da sua pessoa. Acho que esta história acontece muitas vezes e tem a ver com os momentos em que conhecemos a outra. Às vezes estamos tão ansiosas que o amor nos encontre, que deixamos que a ilusão nos tolde a razão.
No entanto, continuo a achar lindo ver o amor que os actores Adrien Brody e Elsa Pataky revelam nas entrevistas que dão. Respiram amor de verdade, paixão, admiração e amizade.
Anseio por encontrar novamente o amor, apesar de poder não passar de uma ilusão.
Compreendo-te tão bem, mais ainda quando nos sentimos carentes… Carentes de amor, atenção e em especial de que nos reconhecam como mulheres que somos…
Isto aconteceu comigo recentemente, em que alguém me fez sentir outra. Mais mulher, mais feliz mais tudo.
Só é pena quando tudo não passa de um sonho ou quase como um sonho, e a vida volta ao normal.
Por: gabyflower em Outubro 6, 2008
às 5:38 pm
A ilusão pode-se tornar real, só digo que muitas vezes amamos alguém que só existe na nossa cabeça. Apesar de tudo, existe quem ama e é amado e ama alguém que é exactamente como imagina.
Gaby, às vezes estamos tão carentes que só vemos o lado bom. Mas a vida existe e os constrangimentos também, certo? E isso é uma realidade que tens que contar.
Por: lesbianornot em Outubro 6, 2008
às 5:49 pm
Tantas vezes assumimos uma ânsia tão grande de o experimentar, que conjecturamos, vemos, imaginamos, projectamos na outra, essa figura tantas vezes romanceada…
Aqui a chave pode ser (outra hipótese ligada com as do comentário de à pouco)… quais são as minhas necessidades? como é que eu as meto a funcionar no mundo? projectando. eu projecto as minhas necessidades nos outros, isso faz-se emitindo uma energia subtil, uma vibração (que depis tem uma qualidde no mundo material, as roupas, as modas, as atitudes, a cor do cabelo, bla bla). Quando essa vibração tem um feedback (porque o outro vibrou com essa energia) então eu fico espantado (apaixonado) por receber de volta a energia que emiti. Eu estou a colher uma energia que semeei, essa energia sou eu…
O amor como ilusão? Sim, mas a ilusão é perceber que ele não existe dentro de nós e que só pode ser colmatado no exterior. Por outro lado, de que “amor” estamos a falar, ou seja de que necessidades (vazios) à a de preencher?
Bom fim de semana
Por: Joao Henriques em Outubro 18, 2008
às 9:19 am